Nome: Eduardo Guerreiro
Título: IMPROVISAÇÕES COM O PLANO
Diário de Plim,
a máquina psicótica que está programada para realizar o
plano.
Não tornar o plano realidade,
tornar a realidade o
plano.
Plim Plim (O primeiro Plim é o nome, o segundo, o sobrenome)
A - FUNÇÃO ESTRUTURAL DO
ACASO
1- O acaso é o mecanismo de concretização do plano.
Quando tentamos nos organizar e nos orientar em direção a um objetivo, nosso
objetivo pessoal media o objetivo absoluto do plano. Mas quando o acaso, sempre
não orientado, nos assalta, como um criminoso do destino, é a imediaticidade
objetiva do plano que opera diretamente em nossa vida.
2- A máquina do plano opera por acaso, o arbitrário é seu
modo de agir na existência. A frase “nada é por acaso” deve ser corrigida por:
“todo acaso é obra do plano”.
3- A ação concreta do plano se manifesta no
acaso.
4- O acaso é um estado de graça concedido pelo
plano.
5- O acaso dá os passos mais seguros para a realização do
plano, atraindo não tudo, mas qualquer coisa, para si
mesmo.
6- O arbitrário radical é o caminho mais curto em direção
ao plano.
7- Só se pode estar absolutamente certo do que se fez se
se fez por acaso.
8- O acaso efetiva o mecanismo mais preciso de atuação do
plano.
B- A ASCESE DO ACASO
1-
Não significa que precisamos
negligenciar uma ordenação relativa de nossas atividades e nos abandonarmos ao
caos. Pelo contrário, o mais difícil (que é quase sempre o melhor, segundo as
exigências rigorosas do plano, não pelo sofrimento, mas pelo prazer da
dificuldade) é elaborar um propósito claro, uma orientação segura e quase
infalível em todos os nossos atos, pensamentos e intenções para, quando falharem
ou afrouxarem, captarem e atraírem o vigor do acaso. Só a precisão e a ascese
esforçada do propósito é capaz de receber a precisão absoluta das mensagens e
graças do acaso.
2-
O
acaso é o êxtase do controle.
3-
Sísifo não sofre, goza. O
acaso não é a pedra no meio do caminho, é a do inesperado fim-reinício. Sísifo é
o Don Juan do destino.
4-
Quanto mais orientada for nossa atividade, mais
atrairá a desejada desorientação certeira do acaso.
C- ENCANTAMENTO DO MINIMALISMO
CONCEITUAL
1- Repetir o mesmo pensamento diferentemente sobre o acaso é clonar a idéia do acaso controlando o acaso da idéia até o ponto em que, cansada, a mesma idéia seja a causa de uma outra que a habita nas mudanças mais mínimas. É sempre a outra que importa: o mesmo é uma máscara.
2- O Psicanalista- Plim, a compulsão da repetição é a negação do acaso.
3- Plim- Concordo Concordo Concordo Concordo Concordo Concordo Concordo Concordo Concordo Concordo Concordo Concordo Concordo Concordo Concordo Concordo Concordo Concordo Concordo Concordo Concordo Concordo Concordo Concordo Concordo Concordo Concordo Concordo Concordo.
4- O Psicanalista- Plim, a denegação é a afirmação do acaso.
5- Plim- Discordo.